4 - A A28 vai entupir este Sábado.
Mais de 60 mil pessoas subscreveram o abaixo-assinado contra a introdução de portagens nas SCUT’S do Norte Litoral, Costa da Prata e Grande Porto.
Agora falta o resto; a luta das populações, a única forma de impedir a concretização desta medida. As populações foram enganadas. O PS nas eleições declarou-se contra estas portagens e o Governo disse que não haveria portagens enquanto cumulativamente não estivessem ultrapassados as seguintes condicionantes nas zonas atravessadas pelas SCUT’S:
a) o baixo produto interno bruto -um grau de riqueza baixo,Ora nenhum destes pressupostos está cumprido apesar do Governo, habilmente, ter alterado os critérios de desenvolvimento económico, de modo a valorizar estatisticamente o que na realidade concreta não aconteceu; a melhoria da riqueza e do poder de compra na maioria dessas regiões.
b) os baixos índices de poder de compra,
c) a inexistência de alternativas ou havendo um percurso alternativo que não tenha um tempo superior a um terço da via rodoviária principal.
E quanto às alternativas continua tudo na mesma; não existem. E mesmo que por hipótese absurda se considerasse a EN13 como alternativa, o critério do tempo ultrapassa largamente um terço do tempo da A28. Conforme cronometragem feita no anterior protesto, para uma viagem de 30 a 40 minutos na A28 entre Viana do Castelo e o Porto na EN13 serão necessárias mais de 2 horas e meia.
Assim continuam válidos todos argumentos para a não introdução das portagens e que foram bandeira de todos os partidos políticos nas últimas eleições legislativas:
a) como forma de aproximar as regiões, a cultura e as pessoas, nas zonas mais desfavorecidas,
b) para dar fôlego à actividade económica,
c) como resposta à falta de alternativas de transportes credíveis e em razoável estado rodoviário.
No dia 24 de Maio vamos pois todos para a rua: de carro, camião, moto, ou qualquer outro veículo motorizado. A partir das 14h30 em Viana do Castelo, Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Aveiro, Gaia, Maia e outras localidades, partiremos todos em direcção ao Porto pela EN 13 para dar força a esta luta. Vai ser uma grande jornada!
(publicado em ...)
3 - A A28 vai ter portagens no fim do ano
Ontem, aproveitando a presença do
Secretário de Estado Adjunto, das Obras Públicas e Comunicações, na
inauguração da Ponte de Fão, a comissão de utentes da A28, interpelou
antes da cerimónia, o governante, com uma reunião, pedida à mais de 7
meses, para discutir o estudo da fundamentação política, para a
introdução de portagens com custos para o utilizador.
O
Secretário de Estado, desculpou-se, dizendo que pensava que o objectivo
da reunião seria para discutir a implementação técnica (que está em
fase de conclusão) e prometeu uma reunião para muito breve. Já no
decurso da cerimónia e perante os presentes, informou que já começaram
as negociações com os concessionários e que a escolha da tecnologia
“está lançada” e prometeu uma metodologia de implementação, caso a
caso, quilómetro a quilómetro, em sintonia com os responsáveis
autárquicos.
Que se preparem pois, todos os que estão contra a
introdução das portagens. A implementação vai ser parcial e haverá
troços onde não haverá portagens. Com isto vão tentar dividir as
populações. Mas que fique claro que a A13 não é alternativa. Que
atravessa cidades e vilas pelo centro. Que há centenas de travessias e
dezenas de semáforos. Que há troços onde não é possível a circulação de
pesados como a Ponte de Fão e de Viana do Castelo. Que a ligação
Porto-Viana vai demorar mais de duas horas quando pela A28 se faz em
meia-hora.
A comissão de utentes tem de meter mãos à obra desde já!
(publicado em Julho 17, 2007)
2 - Ofereço prémio chorudo
O melhor seria que não houvesse necessidade de pagar por circular nas auto-estradas.
Apenas
deveria haver um pagamento de um imposto de circulação para todas as
vias rodoviárias transitáveis. Sejam elas auto-estradas, sejam pequenas
ruas. O melhoramento das vias rodoviárias é uma necessidade básica para
o desenvolvimento da sociedade, da economia, da coesão territorial, de
proximidade das pessoas, das culturas, da circulação, de apego ao
interior. Por isso, não concordo, neste caso, com o princípio do
utilizador-pagador. Porque é inequivocamente um bem público nacional.
As
auto-estradas são um bem de todos e todos devem contribuir através dos
seus impostos. Apesar de não ser um benefício tangível para quem a não
utiliza ou a utiliza pouco. Sei como é difícil defender esta tese
quando os custos de subsistência das pessoas são enormes e lhes estão a
pedir muitos sacrifícios e o país não tem condições socio-económicas
para as tornar gratuitas. Por isso há que fazer escolhas nas despesas
públicas.
Com base nos princípios atrás descritos concordo com a
existência de auto-estradas sem custo para o utilizador, as SCUT’s,
aceitando, condicionalmente, o critério do governo de isentar de
pagamento as auto-estradas que atravessam regiões, a) com um baixo
produto interno bruto (um grau de riqueza baixo), b9) com índices
baixos de poder de compra, c) pela inexistência de alternativas ou
tenha um tempo superior a um terço, em percurso alternativo.
A
acrescer ao incumprimento da promessa eleitoral do PS de não tocar nas
SUCT’s, mais tarde corrigido no programa do governo, a minha
discordância com a introdução de portagem deve-se também, a que aqueles
critérios continuam a não ter aplicação no caso da A28.
Para a aplicação das portagens são precisos cumprir os três critérios, cumulativamente e não cumpre.
Comecemos
por um vício de forma. A isenção de portagens da A28 foi concedida com
base nas localidades atravessadas pela auto-estrada. Agora é com base
nas NUTS (nomenclatura de unidades territoriais para fins
estatísticos). Neste caso as NUTS III.
Ora a linha de
atravessamento da A28, é servida por NUTS diferentes, (com PIB e poder
de compras diferentes) como são as do Cavado, Grande Porto e
Minho-Lima. Esta alteração dos pressupostos, automaticamente, valorizou
“estatisticamente” os dois primeiros critérios. Mas apenas
estatisticamente. As razões concretas, (riqueza da região, poder de
compra) para conceder a qualidade de SCUT em nada foram alteradas.
Significa isto que mais uma vez o governo Sócrates comete um embuste.
Agora
deixo um prémio, um chorudo prémio, a quem conseguir fazer por inteiro
de transporte automóvel o percurso alternativo, sem entrar na A28.
São
duas as razões: as pontes metálicas de Fão e Viana do Castelo,
indispensáveis para completar o percurso alternativo, estão fechadas ao
trânsito; por outro lado a ponte de Fão não sustém transporte pesado há
muitos anos e à ponte de Viana, quando reabrir e se reabrir, vai,
necessariamente, suceder o mesmo. E dou mais um doce se alguém
conseguir, fazer esta travessia pela A13 (Viana, Darque, Esposende,
Fão, Póvoa, Vila de Conde, Maia) em menos de duas horas. Concedo o
incumprimento das velocidades máximas previstas na lei.
(publicado em ...)
1 - O fim da SCUT na A28
Este Governo é uma decepção e um nojo.
Já o disse várias vezes. Custa-me estar sempre a repetir o mesmo. Mas a
intrujice tem de ser denunciada. Este governo travestido de rigor e
firmeza, é um governo de mentira e de publicidade enganosa. Não aceito
a mentira como forma de ganhar eleições. Não aceito novas mentiras para
“justificar” mentiras anteriores.
Um governo tem todo o direito
e o dever de aplicar o seu programa eleitoral. Tem a legitimidade
conferida maioritariamente pelos eleitores e pela lei. Não ouso
questionar a legitimidade de quem toma deliberações sufragadas pela
maioria eleitoral. Seria estultice. Apesar disso podemos e devemos
discutir as medidas, contestar, protestar, bater-nos por outras
políticas. No quadro do direito de oposição. É um direito também. O que
não deixo passar em claro é o embuste, a mentira vergonhosa, a coberto
da falta de memória “colectiva”, no acomodamento dos portugueses, na
afirmação de que “são todos iguais”. Esta mentalidade nefasta,
aconchega o nosso egoísmo, a falta de participação, a resistência, o
combate por novas políticas. Não adianta, é tudo igual, todos querem
tacho, são frases repetidamente ouvidas. Fico incomodado!
Hoje a
minha indignação vai para a introdução de pagamento em algumas SCUT’s.
Ouvi agora o Ministro das Obras Públicas, a dizer que vai acabar com
três SCUT’s. Uma delas é a que liga o Porto a Viana do Castelo, a A28.
O
PS disse que não acabaria com as SCUT’s se não houvesse alternativa de
transporte sério. Enquanto não houvesse suficiente desenvolvimento
económico. Defendeu-as como forma de aproximar as regiões, as pessoas,
dar fôlego à actividade económica, como resposta á falta de
alternativas de transportes credíveis e em razoável estado rodoviário.
Disse-o com todas as letras, antes e depois da campanha eleitoral.
Mais uma vez o PS falha um compromisso eleitoral. Mais uma vez mente. Fico fulo.
O
que mudou em poucos meses na actividade económica de Viana? Que
alternativas rodoviárias foram criadas? Que melhoramentos se fizeram?
Nada, Zero.
Se nada foi feito porque se perdeu tempo e dinheiro com a manutenção das SCUT’s?
Apenas
uma explicação. O Governo mentiu para ganhar votos. Não há outra
explicação. Assim não! Os governos e os partidos não podem mentir e nós
calarmos o nosso descontentamento.
Nunca um partido mentiroso
poderia merecer o meu voto e ficar sem o meu protesto. Nunca partidos
como o PS ou o PSD deveriam merecer o nosso voto e apoio.
Em nome da nossa dignidade!
O
movimento contra o levantamento da SCUT tem de ser reactivado. Tal como
no Governo PSD, espera-se que as populações que são atravessadas por
estas duas regiões, venham para a rua protestar. Hoje é completamente
irrealista dizer que há alternativas à A28.
Hoje não é possível
circular, entre o Porto e Viana do Castelo, pela estrada nacional 13,
pelo interior de cidades e vilas como Vila de Conde, Póvoa do Varzim,
Fão, Esposende, Darque, sem que não tenha obrigatoriamente de entrar na
A28. Como sabem as pontes de Fão e e Viana estão interditas a pesados e
em Viana completamente encerrada, não se sabendo se um dia abrirá ao
trânsito rodoviário, especialmente o pesado.
Onde está então a alternativa?
Uma
viagem entre estas duas cidades, pela estrada nacional para um trajecto
de 60 quilómetros, demorou 2, 45 Horas, contei eu, pelo meu relógio,
num protesto feito há mais de um ano, enquanto pela A28, demora meia
hora. Esta situação não é de agora é de há anos. O que mudou entretanto?
Ver aqui uma reportagem sobre um protesto contra a portagem em 2005.
(Publicado em Outubro 18, 2006)
